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Evolução histórico-artística
 
Evolução Histórico - Artística

Após a reconquista e depois de restaurada a diocese de Braga, o bispo D. Pedro (1071-1091) lança o projecto de construção da Sé, cujo altar foi dedicado à Virgem Maria e solenemente sagrado em 1089.

O conjunto arquitectónico da Sé de Braga é constituído por diversas edificações. A Igreja é constituída por três naves, transepto e cabeceira com cinco capelas. Compõe ainda este conjunto, o claustro e as capelas anexas.

Encontram-se aqui representados diversos períodos. Do projecto primitivo do edifício restam apenas, a implantação, alguns capitéis, as duas arquivoltas do amputado portal principal e a porta do Sol.

Com a nomeação de S. Geraldo (1099-1108), monge beneditino, assiste-se a um novo entusiasmo no aumento e consolidação do património da Sé. Sob o patrocínio dos Condes D. Henrique e D. Teresa, dá continuidade às obras da Sé e manda construir, junto à parede norte, uma capela para sua jazida dedicando-a a S. Nicolau.

Adossada a esta, encontra-se a Capela da Glória que o arcebispo D. Gonçalo Pereira (1326-1348) mandou edificar em 1332. Conserva-se aqui o túmulo do Prelado, uma obra de referência no contexto da arte tumular medieval portuguesa.

A construção da Capela dos Reis é da iniciativa do arcebispo D. Lourenço Vicente (1374-1397) que a mandou levantar para aí colocar o seu túmulo. É uma capela gótica. Actualmente repousam aí os Condes D. Henrique e D. Teresa.

D. Diogo de Sousa mandou erguer, no séc. XVI, a Capela da Nossa Senhora da Piedade para guardar o seu túmulo. Encontra-se junto ao claustro, uma reconstrução do início do século XIX.

No interior da igreja destaca-se, pela sua beleza, a capela-mor, obra da iniciativa de D. Diogo de Sousa (1505-1532). Este insigne Prelado, a par das suas responsabilidades pastorais, prestou especial atenção à arte e cultura do Renascimento.

Deve-se também a este arcebispo o frontal de altar em pedra de Ançã. Este faz parte de um retábulo desmontado nas obras operadas no final da década de 1770.

No piso térreo da torre do lado sul conserva-se o Túmulo do Infante D. Afonso (1390-1400), filho de D. João I e D. Filipa de Lencastre, herdeiro da coroa de Portugal.

O túmulo (séc. XV), peça de excepcional valor, e o baldaquino (séc. XVI) são de madeira, revestida a placas de cobre dourado e prateado. O jacente do Infante está executado em cobre dourado e prateado.

A Sacristia foi mandada construir pelo arcebispo D. João de Sousa (1696-1703) e as obras foram dirigidas pelo arquitecto régio João Antunes. É uma interessante construção de planta rectangular, com abóbada de granito de volta inteira, dividida em caixotões, dois altares relicários nas extremidades e duas fontes à entrada.

No final da década de 1730, os capitulares bracarenses resolveram substituir o antigo cadeiral do Coro Alto, de finais do século XVI, que, apesar da sua qualidade artística, se encontrava bastante envelhecido. Em 1737 fecharam contrato com Miguel Francisco da Silva, arquitecto a residir no Porto. Este conjunto monumental, executado em madeiras nobres, sobressai pela sua opulência e qualidade de execução onde se evidenciam os ornatos de talha dourada. É constituído por dois níveis de assentos e cátedra para o Arcebispo, encimado por um relógio entalhado pelo mesmo autor. O centro do coro é ocupado por uma majestosa estante de coro, realizada de acordo com o restante programa decorativo do coro alto.

A importância da música na liturgia não foi descurada pelo Cabido que também mandou construir os dois órgãos monumentais (1737-1738). Para realizar esta magnífica obra contratou artistas de maior nomeada. A parte mecânica dos órgãos foi entregue ao mestre organeiro Simon Fontanes, proveniente da Galiza, com obra feita no Norte de Espanha. A decoração das caixas ficou a cargo do entalhador bracarense Marceliano de Araújo, enquanto a composição fresquista, pintada na mesma campanha de obras, é da responsabilidade de Manuel Furtado de Mendonça. Os órgãos da Sé de Braga, englobados na designação técnica de órgãos ibéricos, estão instalados em dois varandins sobre a nave central e formam um magnífico conjunto barroco com uma profusão de ornamentos escultóricos que se anima da base do edifício até ao topo da Catedral.

 

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