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Catedral de Viseu
 

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Evolução histórico-artística
 
Evolução Histórico - Artística
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São escassos os vestígios da primitiva construção românica da Catedral de Viseu, edificada sob a iniciativa dos condes D. Henrique e D. Teresa, tendo o edifício sido totalmente alterado em campanhas de obras posteriores. Subsistem uma imposta, com a típica decoração bracarense dos inícios do século XII, conhecida por “corações invertidos”, e um baixo-relevo, circular, com a representação de Nossa Senhora com o Menino, integrado na parte superior do portal edificado no âmbito da reconstrução gótica. Este edifício primitivo deverá ter sido sagrado entre julho e agosto de 1109, no âmbito da visita a Viseu do arcebispo de Toledo D. Bernardo.

Na segunda metade do século XIII teve início uma campanha de obras na Catedral, com características góticas, que terá sido lançada por ação do bispo D. Mateus Martins e continuada por D. Egas Viegas. A nova cabeceira foi inaugurada em 1314, pelo seu sucessor, D. Martín Pérez de Fontova, que realizou a segunda sagração da Catedral, dedicada a Santa Maria. No novo altar terão sido integradas vinte e cinco relíquias. A construção gótica teve continuidade ao longo do século XIV, compreendendo a construção de um novo claustro, concluído por volta de 1352. Várias vicissitudes, entre as quais os atrasos e a destruição provocadas no contexto dos conflitos com Castela, determinaram o adiamento do projeto da abóbada, que só veio a ser concretizado sob a iniciativa do bispo D. Diogo Ortiz de Vilhegas, estando terminada em 1513, no contexto de uma intervenção alargada no edifício, marcada pelo decorativismo manuelino, que compreendeu também a execução do coro alto e de uma nova fachada. Terminadas as obras procedeu-se a uma nova sagração do templo, a 23 de julho de 1516.

Entre 1501-1505 o bispo D. Fernão Gonçalves de Miranda encomendou um retábulo para a capela-mor, composto por dezoito painéis, cujo programa iconográfico era centrado na vida da Virgem, Infância e Paixão de Cristo. À talha, executada pelos entalhadores flamengos Arnão de Carvalho e João de Utreque, associou-se a pintura, de matriz flamenga, que Dalila Rodrigues atribui aos mestres Vasco Fernandes e Francisco Henriques (pintor de origem flamenga).

Ao longo dos séculos foram muitas as reformas realizadas na Catedral, que alteraram profundamente a sua fisionomia medieval, motivadas por intenções de atualização artística, de valorização estética e funcional, mas também por necessidade de resolução de problemas de conservação. Estas intervenções foram maioritariamente realizadas por diligências dos bispos da diocese, enquanto o Cabido se ocupava essencialmente da realização de pequenos arranjos, necessários à manutenção da construção.

No século XVI a ação mecenática do bispo D. Miguel da Silva possibilitou a introdução na Catedral de espaços e obras de matriz renascentista:

o novo claustro, edificado entre 1528-1534, segundo o risco do arquiteto italiano Francesco de Cremona;

as estruturas retabulares, compostas por grandes pinturas e predela, destinadas às capelas, executadas pela oficina de Vasco Fernandes: os painéis de São Pedro e do Batismo de Cristo, para as capelas do transepto, o Pentecostes e o Calvário, para as extremidades do transepto, e os de São Sebastião e Santa Ana, para as capelas do novo claustro;

o cadeiral para o coro-alto, concluído em 1544, cujos assentos, ao nível das misericórdias e das ombreiras, integram um reportório decorativo moderno e diversificado: aos vasos clássicos juntam-se animais como o leão, o camelo ou o pelicano, entre outros, monstros e cabeças hibridas.

Na segunda metade do século XVI foi edificada a capela do cónego Henrique de Lemos (atual capela do Senhor dos Passos), no local da primitiva escadaria helicoidal de acesso ao coro-alto, a capela do Senhor da Agonia, no claustro, por iniciativa do cónego Jorge Henriques, após uma viagem que realizou à Terra Santa, e a capela de Vera Cruz, em cujo espaço se encontrava o retábulo de São Sebastião, por ação do bispo D. Gonçalo Pinheiro.

Em 1574 estava concluída a principal obra do prelado D. Jorge de Ataíde, a nova sacristia.

Em 1635, o desmoronamento da fachada manuelina, na sequência de um temporal, determinou a sua substituição por outra de características maneiristas, cujo risco era da autoria do arquiteto de Salamanca João Moreno.

Entre 1675 e 1684 o Bispo D. João de Melo (1673-1684) alterou profundamente a capela-mor, a anterior, gótica foi demolida e aumentada, o político gótico foi desmantelado e substituído por uma composição retabular enformada de acordo com a sintaxe maneirista, a abóbada foi pintada com coloridos motivos de grutescos e a sacristia foi enobrecida com painéis de azulejos, um novo paramenteiro e a pintura da cobertura.

Estas intervenções de modernização estética da Catedral foram alterando a sua fisionomia medieval, contudo a reforma mais avultada e profunda ocorreu na primeira metade do século XVIII, executada não sob o expediente dos bispos, mas sim do Cabido. Na sequência da morte do bispo D. Jerónimo Soares (1694-1720), ocorrida em 18 de janeiro de 1720, e em face das relações pouco cordiais entre o Rei D. João V e a Cúria Romana, legalmente, competia ao Cabido a administração das rendas da Mitra. Foram vinte anos de Sé Vaga em que o Cabido tomou a iniciativa e a liberdade de desenvolver um vastíssimo plano de reformas da Catedral, determinando alterações significativas na configuração visual do interior da Catedral, capitalizando a utilização da luz, solucionando alguns problemas que condicionavam a utilização do espaço e harmonizando esteticamente alguns componentes. A enumeração das intervenções de cariz arquitetónico explana a diversidade e o alcance do plano de intervenção:

  • abriram-se janelas na fachada e nas capelas laterais para evitar os elevados gastos com cera;
  • foi executado um novo pavimento, pois as pedras encontravam-se partidas, desniveladas e desunidas devido à abertura de sepulturas ao longo dos tempos, provocando frequentemente acidentes;
  • as paredes e colunas foram rebocadas e caiadas;
  • reformaram-se as capelas laterais, dedicadas a São Pedro e a São João;
  • ao claustro foi acrescentado um segundo piso, para evitar a exposição aos temporais e as humidades que causavam danos nos altares;
  • a Casa de São Teotónio, onde se realizavam as sessões capitulares, foi reformada nas paredes e na porta, que ficou mais espaçosa e com um nicho para a colocação da imagem de São Teotónio.

As intervenções arquitetónicas foram acompanhadas por um vasto programa de obras de talha, imaginária e azulejaria, que no seu conjunto imputaram ao interior da Catedral os brilhos, a exuberância da cor e do ouro, a dinâmica de formas e a teatralidade que são apanágio do barroco.

A talha e o azulejo foram dois recursos claramente vinculados à fase inicial do plano de intervenção, contudo, a amplitude da sua aplicação foi-se dilatando ao longo da década de vinte do século XVIII.

Numa primeira fase estabeleceu-se como necessária a execução de dois púlpitos e de duas estruturas retabulares para as capelas do transepto, depois destas serem objeto de uma reforma arquitetónica.

Os retábulos das capelas de São Pedro e de São João Batista foram entalhados em 1721, pelo mestre Manuel Correia (Santa Maria de Landim, Barcelos), e os de Nossa Senhora do Rosário e de Santa Ana em 1726, pelo mestre Manuel Vieira da Silva (Barancelhe, Guimarães), contribuindo estes exemplares para a admissão precoce das primeiras formas do formulário joanino na diocese de Viseu, ainda que articuladas com motivos do barroco nacional, demonstrando que o Cabido era recetivo e estava culturalmente aberto à aceitação das novidades artísticas.

Conservando-se as invocações primitivas das capelas, a substituição das composições pictóricas pelas de talha ocasionou a encomenda das correspondentes esculturas. Mais uma vez o Cabido evidenciou o seu desvelo e conhecimentos artísticos na escolha do artista, incidindo a sua preferência num dos mestres mais reputados que na época trabalhavam no Reino, Claude Courrat Laprade. A inserção destas imagens em retábulos barrocos remete-nos para a manifesta intenção de transformar o espaço interno da Sé, vinculando-o à ambiência e carateres identitários do barroco.

Simultaneamente, iniciou-se a reforma do cadeiral do coro-alto, alterando-se significativamente a sua fisionomia, através da incorporação de um espaldar guarnecido com exuberantes composições de acantos dourados e representações pictóricas em chinoiserie.

Outra das prioridades do Cabido incidiu sobre a execução de um novo órgão, cujo risco foi encomendado a Gaspar Ferreira, ainda no ano de 1721.

O brilho do ouro e a exuberância da policromia foram também aplicados aos ornatos de pedra executados no período manuelino, concretamente os brasões dos fechos da abóbada, os bocetes, as nervuras curvas na abóbada que suporta o coro alto, os capitéis e a balaustrada do coro-alto. Conjuntamente, nas paredes das naves laterais foi colocado um lambril de azulejos barroco, executado na oficina do oleiro Agostinho de Paiva e assente por Joseph de Góes entre 1720 e 1722.

Em 1729 o Cabido encomendou uma nova composição retabular para a capela-mor ao afamado arquiteto e entalhador Santos Pacheco. Para a entalhar foi contratado o entalhador Francisco Machado.

A obra do cadeiral foi encomendada em 1733 ao arquiteto Gaspar Ferreira, em madeira de pau-preto e de castanho.

No século XIX foi requalificada a capela do Santíssimo, com a execução de um retábulo de estilo neoclássico, que ocupava todo o topo sul do braço do transepto. A boca da tribuna, nos períodos em que não se realizava a exposição do Santíssimo, ficava preenchida com a pintura da Última Ceia, datada de 1853, da autoria de António José Pereira.

Em 1808, o bispo D. Francisco Monteiro Pereira de Azevedo (1791-1819), mandou executar um novo órgão de tubos, suspenso entre o coro-alto e o segundo pilar da nave.

No século XX, tiveram especial repercussão as campanhas de obras executadas sob a responsabilidade da DGEMN (Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais).

Em 1992 foi substituído o altar da celebração, sendo o novo projeto da autoria do arquiteto Luís Cunha.

São escassos os vestígios da primitiva construção românica da Catedral de Viseu, edificada sob a iniciativa dos condes D. Henrique e D. Teresa, tendo o edifício sido totalmente alterado em campanhas de obras posteriores. Subsistem uma imposta, com a típica decoração bracarense dos inícios do século XII, conhecida por “corações invertidos”, e um baixo-relevo, circular, com a representação de Nossa Senhora com o Menino, integrado na parte superior do portal edificado no âmbito da reconstrução gótica. Este edifício primitivo deverá ter sido sagrado entre julho e agosto de 1109, no âmbito da visita a Viseu do arcebispo de Toledo D. Bernardo.

Na segunda metade do século XIII teve início uma campanha de obras na Catedral, com características góticas, que terá sido lançada por ação do bispo D. Mateus Martins e continuada por D. Egas Viegas. A nova cabeceira foi inaugurada em 1314, pelo seu sucessor, D. Martín Pérez de Fontova, que realizou a segunda sagração da Catedral, dedicada a Santa Maria. No novo altar terão sido integradas vinte e cinco relíquias. A construção gótica teve continuidade ao longo do século XIV, compreendendo a construção de um novo claustro, concluído por volta de 1352. Várias vicissitudes, entre as quais os atrasos e a destruição provocadas no contexto dos conflitos com Castela, determinaram o adiamento do projeto da abóbada, que só veio a ser concretizado sob a iniciativa do bispo D. Diogo Ortiz de Vilhegas, estando terminada em 1513, no contexto de uma intervenção alargada no edifício, marcada pelo decorativismo manuelino, que compreendeu também a execução do coro alto e de uma nova fachada. Terminadas as obras procedeu-se a uma nova sagração do templo, a 23 de julho de 1516.

Entre 1501-1505 o bispo D. Fernão Gonçalves de Miranda encomendou um retábulo para a capela-mor, composto por dezoito painéis, cujo programa iconográfico era centrado na vida da Virgem, Infância e Paixão de Cristo. À talha, executada pelos entalhadores flamengos Arnão de Carvalho e João de Utreque, associou-se a pintura, de matriz flamenga, que Dalila Rodrigues atribui aos mestres Vasco Fernandes e Francisco Henriques (pintor de origem flamenga).

Ao longo dos séculos foram muitas as reformas realizadas na Catedral, que alteraram profundamente a sua fisionomia medieval, motivadas por intenções de atualização artística, de valorização estética e funcional, mas também por necessidade de resolução de problemas de conservação. Estas intervenções foram maioritariamente realizadas por diligências dos bispos da diocese, enquanto o Cabido se ocupava essencialmente da realização de pequenos arranjos, necessários à manutenção da construção.

No século XVI a ação mecenática do bispo D. Miguel da Silva possibilitou a introdução na Catedral de espaços e obras de matriz renascentista:

o novo claustro, edificado entre 1528-1534, segundo o risco do arquiteto italiano Francesco de Cremona;

as estruturas retabulares, compostas por grandes pinturas e predela, destinadas às capelas, executadas pela oficina de Vasco Fernandes: os painéis de São Pedro e do Batismo de Cristo, para as capelas do transepto, o Pentecostes e o Calvário, para as extremidades do transepto, e os de São Sebastião e Santa Ana, para as capelas do novo claustro;

o cadeiral para o coro-alto, concluído em 1544, cujos assentos, ao nível das misericórdias e das ombreiras, integram um reportório decorativo moderno e diversificado: aos vasos clássicos juntam-se animais como o leão, o camelo ou o pelicano, entre outros, monstros e cabeças hibridas.

Na segunda metade do século XVI foi edificada a capela do cónego Henrique de Lemos (atual capela do Senhor dos Passos), no local da primitiva escadaria helicoidal de acesso ao coro-alto, a capela do Senhor da Agonia, no claustro, por iniciativa do cónego Jorge Henriques, após uma viagem que realizou à Terra Santa, e a capela de Vera Cruz, em cujo espaço se encontrava o retábulo de São Sebastião, por ação do bispo D. Gonçalo Pinheiro.

Em 1574 estava concluída a principal obra do prelado D. Jorge de Ataíde, a nova sacristia.

Em 1635, o desmoronamento da fachada manuelina, na sequência de um temporal, determinou a sua substituição por outra de características maneiristas, cujo risco era da autoria do arquiteto de Salamanca João Moreno.

Entre 1675 e 1684 o Bispo D. João de Melo (1673-1684) alterou profundamente a capela-mor, a anterior, gótica foi demolida e aumentada, o político gótico foi desmantelado e substituído por uma composição retabular enformada de acordo com a sintaxe maneirista, a abóbada foi pintada com coloridos motivos de grutescos e a sacristia foi enobrecida com painéis de azulejos, um novo paramenteiro e a pintura da cobertura.

Estas intervenções de modernização estética da Catedral foram alterando a sua fisionomia medieval, contudo a reforma mais avultada e profunda ocorreu na primeira metade do século XVIII, executada não sob o expediente dos bispos, mas sim do Cabido. Na sequência da morte do bispo D. Jerónimo Soares (1694-1720), ocorrida em 18 de janeiro de 1720, e em face das relações pouco cordiais entre o Rei D. João V e a Cúria Romana, legalmente, competia ao Cabido a administração das rendas da Mitra. Foram vinte anos de Sé Vaga em que o Cabido tomou a iniciativa e a liberdade de desenvolver um vastíssimo plano de reformas da Catedral, determinando alterações significativas na configuração visual do interior da Catedral, capitalizando a utilização da luz, solucionando alguns problemas que condicionavam a utilização do espaço e harmonizando esteticamente alguns componentes. A enumeração das intervenções de cariz arquitetónico explana a diversidade e o alcance do plano de intervenção:

abriram-se janelas na fachada e nas capelas laterais para evitar os elevados gastos com cera;

foi executado um novo pavimento, pois as pedras encontravam-se partidas, desniveladas e desunidas devido à abertura de sepulturas ao longo dos tempos, provocando frequentemente acidentes;

as paredes e colunas foram rebocadas e caiadas;

reformaram-se as capelas laterais, dedicadas a São Pedro e a São João;

ao claustro foi acrescentado um segundo piso, para evitar a exposição aos temporais e as humidades que causavam danos nos altares;

a Casa de São Teotónio, onde se realizavam as sessões capitulares, foi reformada nas paredes e na porta, que ficou mais espaçosa e com um nicho para a colocação da imagem de São Teotónio.

As intervenções arquitetónicas foram acompanhadas por um vasto programa de obras de talha, imaginária e azulejaria, que no seu conjunto imputaram ao interior da Catedral os brilhos, a exuberância da cor e do ouro, a dinâmica de formas e a teatralidade que são apanágio do barroco.

A talha e o azulejo foram dois recursos claramente vinculados à fase inicial do plano de intervenção, contudo, a amplitude da sua aplicação foi-se dilatando ao longo da década de vinte do século XVIII.

Numa primeira fase estabeleceu-se como necessária a execução de dois púlpitos e de duas estruturas retabulares para as capelas do transepto, depois destas serem objeto de uma reforma arquitetónica.

Os retábulos das capelas de São Pedro e de São João Batista foram entalhados em 1721, pelo mestre Manuel Correia (Santa Maria de Landim, Barcelos), e os de Nossa Senhora do Rosário e de Santa Ana em 1726, pelo mestre Manuel Vieira da Silva (Barancelhe, Guimarães), contribuindo estes exemplares para a admissão precoce das primeiras formas do formulário joanino na diocese de Viseu, ainda que articuladas com motivos do barroco nacional, demonstrando que o Cabido era recetivo e estava culturalmente aberto à aceitação das novidades artísticas.

Conservando-se as invocações primitivas das capelas, a substituição das composições pictóricas pelas de talha ocasionou a encomenda das correspondentes esculturas. Mais uma vez o Cabido evidenciou o seu desvelo e conhecimentos artísticos na escolha do artista, incidindo a sua preferência num dos mestres mais reputados que na época trabalhavam no Reino, Claude Courrat Laprade. A inserção destas imagens em retábulos barrocos remete-nos para a manifesta intenção de transformar o espaço interno da Sé, vinculando-o à ambiência e carateres identitários do barroco.

Simultaneamente, iniciou-se a reforma do cadeiral do coro-alto, alterando-se significativamente a sua fisionomia, através da incorporação de um espaldar guarnecido com exuberantes composições de acantos dourados e representações pictóricas em chinoiserie.

Outra das prioridades do Cabido incidiu sobre a execução de um novo órgão, cujo risco foi encomendado a Gaspar Ferreira, ainda no ano de 1721.

O brilho do ouro e a exuberância da policromia foram também aplicados aos ornatos de pedra executados no período manuelino, concretamente os brasões dos fechos da abóbada, os bocetes, as nervuras curvas na abóbada que suporta o coro alto, os capitéis e a balaustrada do coro-alto. Conjuntamente, nas paredes das naves laterais foi colocado um lambril de azulejos barroco, executado na oficina do oleiro Agostinho de Paiva e assente por Joseph de Góes entre 1720 e 1722.

Em 1729 o Cabido encomendou uma nova composição retabular para a capela-mor ao afamado arquiteto e entalhador Santos Pacheco. Para a entalhar foi contratado o entalhador Francisco Machado.

A obra do cadeiral foi encomendada em 1733 ao arquiteto Gaspar Ferreira, em madeira de pau-preto e de castanho.

No século XIX foi requalificada a capela do Santíssimo, com a execução de um retábulo de estilo neoclássico, que ocupava todo o topo sul do braço do transepto. A boca da tribuna, nos períodos em que não se realizava a exposição do Santíssimo, ficava preenchida com a pintura da Última Ceia, datada de 1853, da autoria de António José Pereira.

Em 1808, o bispo D. Francisco Monteiro Pereira de Azevedo (1791-1819), mandou executar um novo órgão de tubos, suspenso entre o coro-alto e o segundo pilar da nave.

No século XX, tiveram especial repercussão as campanhas de obras executadas sob a responsabilidade da DGEMN (Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais).

Em 1992 foi substituído o altar da celebração, sendo o novo projeto da autoria do arquiteto Luís Cunha.
 

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