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Evolução histórico-artística
 
Evolução Histórico - Artística
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Implantada na malha urbana da cidade antiga, fora do pano de muralha que circunda o castelo, a sé de Leiria é um dos paradigmas da arquitectura maneirista. Mandada erigir no contexto da reforma do mapa das dioceses portuguesas, por determinação de D. João III, a sua primeira pedra foi colocada em 1559 e a sagração solene foi feita em 1791.

Tem planta cruciforme, cabeceira tríplice de planta de ângulos rectos, transepto de braços salientes, corpo de três naves de quatro tramos com cobertura abobadada a descansar em pilares da ordem toscana, de secção cruciforme.

A fachada é marcada por pilares a acentuar as naves, sublinhadas, ainda, por três portas, sendo a porta principal de maiores dimensões. O remate da fachada é constituído por frontão triangular que resulta da longa campanha de obras no edifício (obras já posteriores ao terramoto de 1755).

O claustro, dos inícios do século XVII, toma lugar na parte posterior da cabeceira do templo e continua a linguagem arquitectónica da restante edificação.

Pertence ainda ao imóvel a torre sineira que se situa sobre um pano da muralha, datada de 1772. Exibe o brasão de D. Miguel de Bulhões e Sousa, bispo de Leiria que ali a mandou erguer, certamente para que o toque dos sinos se pudesse ouvir, tanto na Várzea, isto é, na cidade, como no chamado Arrabalde da Ponte, na outra encosta do castelo.

A capela-mor alberga um dos retábulos mais representativos da estética maneirista. Provavelmente traçado por Bernardo Coelho, em 1605-1606, integra pintura de Simão Rodrigues e da sua oficina e escultura atribuível a Gonçalo Rodrigues.

No mesmo espaço do presbitério tomam ainda lugar duas caixas de órgão e respectivas tribunas, de estilo rococó, e um cadeiral seiscentista.

As capelas colaterais são dedicadas ao Santíssimo Sacramento (lado do Evangelho, onde se instalou um retábulo neoclássico) e a Nossa Senhora das Dores (lado da Epístola). Esta última capela, alberga, desde 1997, um imponente órgão de tubos. Enquadrados por grandes arcos cenográficos com entablamento sustentado por colunas salomónicas, os topos do transepto apresentam um retábulo de talha barroca, de estilo nacional, dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, e, no lado oposto, um outro retábulo de talha policroma, dedicado a Nossa Senhora da Conceição.